domingo, 28 de maio de 2017

Relembrando

Relembrando o Réveillon
Encontro nada de bom

O brinde que não aconteceu
A busca incessante por Deus
Em meio ao céu estrelado
A esperar um ato do acaso

Relembrando o Natal
Sozinho, escondido no quintal

A ceia que não farta o coração
Sonhando à luz de um lampião
Pessoas cheias de nada
Um corpo perfurado pela espada

Relembrando abril
Passando sentimentos pelo funil

Apenas palavras a lotar o Facebook
Sem bases, sem gestos, sem look
O dia deixa de ser azul
Lábios e olhos ficando nus

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Coisas do coração

Esse mundo louco vive em conflitos. Na verdade, com o olhar geográfico que adquiri nos últimos anos, enxergo esse nosso mundo não exatamente louco. É muito racional, aliás. Entre loucura e racionalidade, qual é a tua escolha?

Para além do mundo, ou melhor, adentro ao mundo, eu também vivo em meio aos conflitos. Um deles é entre eu e meu coração. A princípio, é estranho separar o eu de mim mesmo. É como se existissem vários de mim em um só corpo. Às vezes penso que isso é cabível, às vezes penso que não. O momento, neste caso, define meu pensamento.

Este conflito vem me atormentando a anos. Poucos envolvidos, mas com minha fragilidade emocional, envolvimentos muito intensos. Gostaria de ser mais forte. Na verdade, talvez eu seja forte até demais. Difícil de entender, mas eu entendo. Como se fosse a bagunça do nosso quarto. Aquela bagunça organizada que só a gente entende.

Forças diferentes me atingiram. Primeiro, a ausência: ela se foi. Segundo, a distância: ela não está. Terceiro, diferenças: somos quase água e vinho. Quarto, a amizade: é  o que ela quer. Sem experiências que possam me fazer ter um mínimo de sabedoria para tratar dessas coisas, nem amigos eu tenho para compartilhar o que sinto, o que passo. Não que eu não tenha, mas eu não sei, não consigo falar sobre mim para os outros. É demasiadamente difícil sair algo sobre mim de mim. Isso dói porque ficam coisas entaladas, embrulhadas, gritando por socorro, por liberdade, mas eu não as deixo sair. Engoli a chave.

Em vários momentos me pergunto se mereço. Não é possível. Nada dá certo. Eu não me vejo como uma pessoa má, mas parece que estou condenado. Condenado à solidão, ao fracasso. Sempre tem as histórias de que passamos por coisas para aprender e que o amanhã nos trará coisas melhores. Mas... está difícil acreditar nisso. E é uma ideia estranha. Concordo dependendo de algumas coisas, mas parece que não está se aplicando comigo. O amanhã nunca chega.

Aprendi coisas com minhas histórias, não posso negar. Mas ao mesmo tempo que aprendi, algo em mim me faz repetir erros. Talvez não seja muito correto chamar de erros, poderia chamar simplesmente de atitudes, mas suas consequências sempre me machucam, então... Não sei. Enfim... Repito essas atitudes porque é de mim. Não sei ser diferente. E acabo criando um ciclo dentro dessas histórias: em determinado momento as coisas são favoráveis e nos outros me são nocivas. É muito complicado.

Também tem a ideia de que às vezes a gente não perde, se livra. Mas eu não tenho vontade de me afastar. Dá pra continuar com alguma coisa... Eu acho... Aliás, às vezes parece que o sentimento volta. É estranho. Acontecem várias coisas no meu coração. Não é sempre que consigo interpretá-las.

Eu pensei em ser mais específico quando pensei em escrever este texto, mas acho que deixarei assim. Talvez tenha continuação, talvez... Este blog, aliás, junto com meu Twitter, são minhas válvulas de escape. Ao menos escrever coisas avulsas, talvez sem sentido (pra você), já dá um certo alívio. Quem sabe um dia minhas palavras serão lidas pelas pessoas que eu gostaria que as lessem. Quem sabe...

A saber... Muito estranho escrever assim... Primeira pessoa. Deixa pra lá.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Preciso

Preciso de um abraço
Um cafuné e um café
Não quero mais ficar de pé
Esperando
Cansando

Preciso de um aconchego
O doce sabor de um beijo
Não quero mais só o desejo
Cansando
Esperando

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Oh

Oh, cabra da peste
Desisti do Nordeste
A ideia original
Para além do bem e do mal

Vou pegar meu guarda-chuva

Contemplar a lua
Vê-la sorrir de novo
Encontrar o meu povo
Ter o meu lugar
Criar memória
E uma canção pra gente dançar

Oh, meu nobre Rio Doce

Queria que fosse hoje
Estar fora do temporal
Contemplar uma aurora austral

Depurar a matéria bruta

Após senti-la toda nua
E chegar a um acordo
Escrevendo um destino de novo
Sem ter que pedir pra ficar
Chegar à vitória
Conseguir conquistar

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Quando

Quando, enfim, eu te ver
Quando estiver perto de você
Vou aprender a tocar violão
Vou cantar tua canção
Vou te fazer uma declaração

Quando, enfim, eu te encontrar
Quando a hora chegar
Vou deixar de lado a razão
Vou sentir a emoção
Vou abrir meu coração

sábado, 19 de novembro de 2016

Espero

Que um dia possas perceber o quanto me esforcei para estar de bem com você
Que um dia sinta todo o amor que em dias tristes e vazios depositei em seu ser

Que sintas a minha falta
Que me escreva uma carta
Que minha lembrança ajude a preencher tu'alma

Que um dia me entenda
Que uma noite de pensamentos te surpreenda

Que de mim leve lembranças
Que por mim tenha esperanças
Que tornes a ser criança

Que faça valer a pena
Que não se sinta pequena

Que tenha compaixão
Que sinta a Estação
Que resolva a equação
Que aprenda a pedir perdão

domingo, 13 de novembro de 2016

Duende Perdida

Duende Perdida
Tenho um sentimento sobre ti a despejar
Não se sinta ofendida
Só quero te dizer que
Você é minha louca preferida